Bolsonaro fala em corte de até R$ 17 bi para atender funcionários e gastos extras do governo

Bolsonaro fala em corte de até R$ 17 bi para atender funcionários e gastos extras do governo

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira que há possibilidade de corte de até R$ 17 bilhões no orçamento dos ministérios para atender as despesas extras do governo, incluindo precatórios e plano safra. Bolsonaro não detalhou a conta. O corte do orçamento deve ser anunciado nesta sexta-feira.

Na conta, o presidente disse que considerou um reajuste de 5% para os servidores, que, segundo o chefe do Executivo, equivaleria a R$ 7 bilhões aos cofres do governo neste ano. Bolsonaro disse, no entanto, que o martelo não está batido.

— Entre precatórios, plano safra e abono, mais de R$ 10 bilhões. De onde virá esse dinheiro? Do orçamento. O que nós somos obrigados a fazer? Chegar nos ministérios e cortar R$ 10 bilhões de reais. E mais ainda, a gente se esforça pra dar um reajuste, que eu sei que é pequeno, para os servidores. Uma sugestão, não está batido o martelo, deixar bem claro, de 5%. Isso equivale a mais cortes de, no mínimo, R$ 7 bilhões.

Minutos depois, Bolsonaro completou:

— Gostaria de poder atender a todos, mas como disse, o orçamento é pequeno. Agora, em dando 5%, vão ser R$ 17 bilhões de reais numa total discricionária na casa de R$ 90 bilhões.

Segundo o presidente, há um “impasse” com outras categorias devido a possibilidade de um reajuste diferenciado para os policiais rodoviários federais e os agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Bolsonaro afirmou que pedirá uma reunião da equipe do governo com os presidentes dos sindicatos para chegar em um acordo. Segundo fontes do governo, Bolsonaro ainda estaria tentando formas de dar um aumento maior que os 5% aos servidores ligados á área de segurança:

— Tenho várias propostas. por exemplo, atender ali, não vou dizer que vai acontecer, atender ali o policial rodoviário federal para chegar no mesmo nível do agente da polícia federal. Bem como o pessoal do Depen, que tá ganhando bem lá embaixo e mexe com gente de altíssima periculosidade. A ideia é dar 50%.

E aí é que vem o problema, é o que pode ser feito agora — afirmou o presidente, afirmando que outras categorias poderiam exigir o mesmo — Várias outras categorias…. sei la, se for dar 10% para o policial rodoviário federal e 30% para o pessoal do Depen, eu também quero 30%, se não eu paro o Brasil. Esse é o impasse que está acontecendo. Não tem recurso – disse Bolsonaro.

Em outro momento, afirmou:

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