Personal preso por sonegar mais de R$ 13 mi em impostos é solto pela Justiça

Preso acusado de sonegar mais de R$ 13 milhões em impostos, o personal trainer Kayo Rhuan Paulista Alves, 35 anos, foi solto pela Justiça, nesta terça-feira (22/3), após ficar por 10 dias no Complexo Penitenciário da Papuda. A informação foi confirmada ao Correio pelo advogado de defesa dele, Thiago Henrique Santos.

Kayo foi preso em 8 de março durante uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O professor de uma academia do Noroeste — área nobre de Brasília — abriu uma empresa de grãos com a utilização de um nome falso, e por mais de 10 anos fez do comércio KRA da Silva EPP um negócio cercado de irregularidades, omitindo notas fiscais de vendas e embolsando o dinheiro para si mesmo, segundo apontaram as investigações da Polícia Civil do DF (PCDF).

Após um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do DF,Kayo ficou preso por 10 dias no Centro de Detenção Provisória (CDP 2), mas acabou sendo solto depois que a defesa ingressou com um pedido de revogação da prisão preventiva. Kayo deverá seguir uma série de medidas cautelares. Entre elas, manter o endereço sempre atualizado e não se ausentar do DF sem a permissão do juiz. “Na busca e apreensão realizada pela polícia na residência do Kayo nada de ilegal foi encontrado, o que também contribuiu para o decreto de soltura”, afirmou, ao Correio, o advogado Thiago.

Prisão

Investigações da PCDF revelaram queKayo levava uma vida dupla. De segunda a sexta-feira, ele dava aulas em uma academia do Noroeste, área nobre de Brasília, e andava em carros comuns. Aos sábados e domingos, ostentava em veículos de luxo. Um deles, uma Range Rover, apreendida pela polícia, avaliado em mais de R$ 300 mil.

A somatória de irregularidades começou ainda no ano de fundação da empresa de grãos, em 2011. Entre outubro de 2011 e março de 2013, a empresa do personal suprimiu o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido aos cofres do DF mediante as condutas de omitir informações ao fisco distrital, bem como fraudar a fiscalização tributária ao omitir operações tributáveis em livros fiscais exigidos pela Lei, segundo apontado pela investigação que começou dois anos depois, em 2015, quando a DOT instaurou um inquérito para apurar os crimes tributários que teriam sido praticados pelos responsáveis pela KRA da Silva EPP.

A apuração revelou que o responsável pela administração e gerência da KRA da Silva EPP era Kayo que, para constituir o empreendimento, teria usado de um documento falso. Com a conclusão do inquérito, em 2019, o personal foi denunciado pelo MPDFT e passou a responder uma ação penal em curso na 1ª Vara Criminal de Brasília.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.