Reforma tributária, Copom e IPO da Raízen

O relator do projeto da reforma do imposto de renda que tramita na Câmara dos Deputados fez significativas propostas de mudanças para o texto que pode ser votado ainda nesta semana. As mudanças que podem afetar mais diretamente o mercado são a volta do Juros Sobre Capital Próprio, o novo texto mantém como já é hoje, os fundos de investimentos em ações pagariam 5,8% de imposto sobre dividendos e as taxas do mercado minerador vão subir.

O relator também propôs uma redução maior da parcela básica do imposto de renda para
as empresas e ainda atrelou uma redução da alíquota à arrecadação passada, o que deixou tributaristas
atônitos. Mas como o mercado pouco reagiu ontem a declarações como “devo, não nego, pago quando puder”, do ministro Paulo Guedes, sobre os precatórios, talvez o timing também para absorver os novos pontos da reforma seja diferente.

Os investidores seguem também na expectativa do resultado do Copom nesta quarta-feira. O consenso é que o Banco Central acelere o aumento dos juros e eleve a Selic em um ponto percentual levando a taxa a 5,25% ao ano.

Pelo boletim Focus, a Selic deve fechar o ano a 7%.Nos fatos relevantes, destaque para a oferta inicial de ações (IPO) da Raízen. Foi o maior do ano e angariou quase 7 bilhões dos investidores. Nos balanços destaque para o lucro 63% maior do Bradesco.

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