Luciano Hang ataca reforma tributária: “Se for para piorar, deixa como está”

O empresário Luciano Hang, que é proprietário das lojas Havan e aliado do presidente Jair Bolsonaro, criticou a reforma tributária nas redes sociais neste domingo (4.jul.2021). Ele disse que, “se for para piorar, deixa do jeito que está”.

A proposta de reforma tributária do governo foi fatiada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Até agora, a equipe econômica apresentou apenas as 2 primeiras fases da reforma -a 1ª propõe a criação da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e a 2ª altera as regras do IR (Imposto de Renda).

A 2ª fase do governo foi apresentada em 25 de junho e tem sido criticada pelo mercado e pelo setor produtivo. O texto levado ao Congresso Nacional por Paulo Guedes propõe a taxação em 20% dos dividendos e o corte de 2,5 pontos percentuais da alíquota do IR das empresas em 2022. Depois das críticas, Guedes disse que o corte do IR poderia subir para 5 ou 10 pontos percentuais.

A 1ª fase da reforma tributária, apresentada em 2020, também é alvo de discussões. A proposta é que a CBS unifique as contribuições do PIS/Pasep e da Cofins. Porém, há quem defenda que a unificação também atinja os impostos estaduais e municipais.

Ao criticar a reforma tributária neste domingo (3.jul), Luciano Hang não especificou o ponto de discordância. Ele escreveu“Nossa legislação tributária é um verdadeiro caos, uma das mais complexas e ineficientes do mundo. Infelizmente pagamos muitos impostos para pouco retorno. Assim não dá… Por que não copiam países que dão certo? Como os Estados Unidos, onde são cobrados apenas 4 impostos”.

No sábado, o empresário também manifestou apoio ao movimento que pede ao governo o retorno do horário de verão. Ele disse que “o fato de ganharmos uma hora durante o dia influencia positivamente toda economia”. O horário de verão foi extinto pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019.

FIESP

Hang não é o 1º aliado de Bolsonaro a criticar a reforma tributária. Em nota publicada após Guedes levar o projeto que altera as regras do IR ao Congresso, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) disse que “há grande risco de que as mudanças resultem em aumento de carga tributária, o que é inaceitável”.

“A cobrança de IR de 20% sobre dividendos e o fim do pagamento de juros sobre capital próprio vai onerar as atividades produtivas. Não há garantia de que esses novos custos sejam compensados pela tímida redução de 5 p.p. do IRPJ em dois anos”, afirmou a Fiesp.

A federação, que é presidida por Paulo Skaf e vai eleger um novo presidente nesta 2ª feira (5.jul.2021), ainda disse que “o governo precisa abrir os cálculos usados para se chegar a esses percentuais ao escrutínio público”.

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