Reforma tributária irá acelerar as recompras de ações, avalia BTG

Uma forma encontrada pelas companhias abertas listadas na Bolsa para driblar a potencial tributação dos dividendos, na avaliação do BTG Pactual (BPAC11), é aceleração das recompras de ações no mercado.

De acordo com o relatório obtido pelo Money Times, para mitigar os impactos negativos com a reforma tributária encaminhada pelo ministro Paulo Guedes, as empresas listadas na B3 (B3SA3) devem priorizar a recompra de ações ao invés de distribuírem lucros na forma de dividendos.

“Ao recomprar ações, as empresas irão valorizar os papéis em negociação no mercado, produzindo virtualmente o mesmo efeito que os dividendos têm sobre os acionistas”, explicam os analistas do maior banco de investimento da América Latina.

A proposta presente no texto entregue ao Congresso Nacional, no dia 25 de junho, fixa uma alíquota única de 15% sobre ativos de renda fixa e fundos e o fim da tributação maior para aplicações de menor prazo.

Além da tributação dos dividendos, a reforma tributária de Guedes prevê a extinção dos juros sobre o capital próprio (JCP), uma espécie de “jabuticaba” brasileira, já que o pagamento na ocorre em muitos países.

“Com a tributação de dividendos em vigor as empresas listadas na Bolsa devem reduzir seus pagamentos de dividendos e reinvestirão seus lucros em seus negócios, o que aumentará o valor de mercado delas — o que ainda pode despertar o apetite por fusões & aquisições“, concluem os analistas Carlos Sequeir e Osni Carfi.

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