Impacto da reforma tributária pode ser muito grande para shoppings, dizem analistas

Impacto da reforma tributária pode ser muito grande para shoppings, dizem analistas

Os impactos da reforma tributária podem ser “massivos” para os shopping centers, disse o BTG Pactual (BPAC11).

Segundo o banco, a tributação de dividendos em 20%, o fim dos juros sobre capital próprio (JCP) e a redução do imposto de renda de 34% para 29% não mudariam muita coisa para as ações do setor, mas os efeitos do fim da tributação do “lucro presumido” para empresas do setor imobiliário com mais de 50% das receitas derivadas de aluguéis seriam enormes.

“Vemos impactos similares para todas as companhias, uma vez que (i) Aliansce Sonae (ALSO3), brMalls (BRML3) e Iguatemi (IGTA3) têm um percentual parecido de shoppings sob a o regime de tributação de ‘lucro presumido’ e (ii) o imposto de renda da Multiplan (MULT3) não vai disparar, mas perderá todos os benefícios dos JCP”, comentaram os analistas Gustavo Cambauva e Elvis Credendio, em relatório divulgado ontem e obtido pelo Money Times.

Os analistas destacaram que, na média, os shoppings (com exceção de Multiplan) possuem 45% dos ativos sob regime de tributação de “lucro presumido” e 55% sob regime de “lucro real”.

“Portanto, com o fim da tributação do ‘lucro presumido’, esperamos que a alíquota do imposto de renda das companhias do setor seja bem maior”, afirmaram.

No geral, o BTG espera que o imposto de renda para as operadoras de shoppings seja de aproximadamente 29% (ante estimativa anterior de cerca de 19% em 2023), impactando o lucro líquido e a capacidade das empresas de pagar dividendos.

Considerando um cenário em que as mudanças foram implementadas, o banco estima que o fluxo de caixa operacional em 2023 deve cair aproximadamente 15% para as companhias no geral.

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