Pacheco e Lira divergem sobre apoio do governo à reforma administrativa Presidente do Senado afirmou que é preciso saber se há vontade do governo de realizar a reforma em ano pré-eleitoral

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), manifestaram nesta segunda-feira (31) avaliações divergentes sobre o compromisso do governo federal com a reforma administrativa em um ano pré-eleitoral.

Pacheco e Lira participaram do evento Indústria em Debate, realizado pela Editora Globo e patrocinado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), através do Sesi e Senai. Além deles, também estiveram presentes o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Isaac Sidney.

O presidente do Senado elogiou o encaminhamento da reforma administrativa na Câmara e considerou que, no Congresso, o ambiente é favorável ao enxugamento do estado brasileiro. Pacheco defendeu ainda que os funcionários públicos não são o problema, mas sim a produtividade e a estabilidade.

Pacheco afirmou que, assim como Lira, tem o compromisso de tocar a reforma administrativa. “Há o compromisso do Poder Executivo com a reforma administrativa?”, perguntou. “Esse é um questionamento que nós precisamos fazer e nós vamos ter clareza nessa discussão, junto à Casa Civil, à Secretaria de Governo, ao próprio presidente da República, se há uma vontade do governo de que façamos a reforma administrativa num ano pré-eleitoral ou não”, disse.

Lira também reiterou acreditar na aprovação da reforma administrativa, e disse confiar no compromisso do governo com essa agenda. “Eu acredito no apoio do governo à reforma administrativa, foi oriunda dele”, disse.

Para ele, a versão de que o “governo federal, o Poder Executivo, veiculada por alguns meios, que não apoiará a reforma administrativa é um contrassenso” que não encontra amparo na Câmara.

O deputado afirmou novamente que a primeira reforma deve ser aprovada primeiro por tratar de um tema único. Na semana passada, em evento do BTG Pactual, o presidente da Câmara afirmou que pretendia entregar a reforma ao Senado no início do segundo semestre.

Segundo Lira, a tributária é mais complexa. “Nós temos que melhor fazer a reforma possível”, disse. “A reforma tributária possível não pode ser a maior, mas será a melhor que o sistema atual.”

Pacheco defendeu a simplificação do sistema tributário e disse que um dos assuntos a ser debatido, a criação de um imposto sobre transações, ainda deve vir à tona. As discussões infraconstitucionais ficarão a cargo da Câmara, enquanto a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) e um novo Refis(programa de refinanciamento de dívidas) se darão no Senado.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *