Presidente do BC afirma que bancos tradicionais “perderam monopólio”

Presidente do BC afirma que bancos tradicionais “perderam monopólio”

Roberto Campos Neto ainda destacou que, em seis meses da criação do sistema Pix, 75% dos brasileiros já utilizam o serviço

 

Roberto Campos Neto, presidente do BC

Na visão do presidente do 

Banco Central

, Roberto Campos Neto, os grandes bancos, com a digitalização do sistema financeiro, perderam o monopólio, principalmente no mercado de pagamentos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (12/04) durante uma de reunião virtual de bancos centrais ibero-americanos, promovida pelo Banco de Espanha.

Campos Neto citou que para a hegemonia dos bancos tradicionais são necessários cinco pilares de sustentação: capilaridade, com grande quantidade de agências, plataformas fechadas, concentração de meios de pagamentos, capacidade de alavancagem – expressão usada para definir o quanto o banco consegue emprestar com os recursos disponíveis– e monopólio de dados.

O presidente do BC destacou que a digitalização trouxe maior capilaridade às instituições menores e abriu as plataformas, permitindo que o cliente adquira produtos financeiros fora do banco com o qual tem relacionamento.

“Os cinco pilares já não existem mais. Os bancos maiores ainda têm capacidade de balanço [alavancar], mas as fintechs [tecnologia financeira} avançaram muito nisso. Então sobrou o monopólio de dados como barreira de entrada”, destacou.

Controle sobre dados

Ele também frisou que oopen banking, ou sistema financeiro aberto, dá ao cliente mais controle sobre seus dados. O novo sistema, que teve o início da sua implementação no começo de 2021, permitirá aos consumidores o compartilhamento de seus dados e a escolha dos produtos financeiros mais vantajosos apenas acessando a plataforma.

Pix foi outro assunto mencionado. O presidente afirmou que o novo sistema de pagamentos instantâneos teve adesão acima do esperado em apenas seis meses. “Já são mais de 170 milhões de chaves Pix e 75% dos brasileiros já utilizaram o sistema. Esperávamos alcançar em seis meses a um ano os números que alcançamos em três dias [de funcionamento]”.

Roberto Campos Neto afirmou que o Brasil caminha para o lançamento de uma moeda virtual e que os estudos estão bastante avançados. Destacou que “teremos notícias em breve”. “É uma demanda da sociedade. A inclusão será feita por meio da tecnologia e lançamos uma agenda de sustentabilidade”, completou.

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