Reforma tributária é aprovada por 55,1% dos brasileiros, mostra pesquisa exclusiva

Reforma tributária é aprovada por 55,1% dos brasileiros, mostra pesquisa exclusiva

Segundo levantamento feito pelo instituto Orbis, quanto maior a renda, maior o apoio à mudança nas regras para a cobrança de impostos; reforma administrativa é apoiada por 51,6% dos entrevistados

Em tramitação no Congresso Nacional, a reforma tributária é aprovada por 55,1% dos brasileiros. É o que mostra pesquisa exclusiva elaborada pelo Instituto Orbis e encomendada pela Jovem Pan. Na quinta-feira, 11, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que tem a expectativa de que o relatório da matéria seja apresentado ainda nesta semana. A primeira parte da proposta enviada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro ao Legislativo prevê a unificação do PIS e da Cofins e a criação de um novo tributo sobre valor agregado, com o nome de Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS). Entre os entrevistados, 55,1% são a favor da reforma tributária, rejeitada por 17,9% e outros 27% não souberam opinar. A maior taxa de aprovação ocorre entre os homens (71,6%) – entre as mulheres, 42,3% aprovam a reforma tributária.

Considerando o estrato por faixa etária, as mudanças nas regras para a cobrança de impostos são mais bem avaliadas por pessoas entre 36 e 65 anos (61,4%) e 26 e 35 anos (58,4%). A pesquisa também mostra que, quanto maior a renda, maior o apoio à proposta. Entre os que ganham até R$ 1.045 por mês, 38,5% são favoráveis; o índice sobe para 94,1% entre quem recebe mais de R$ 15 mil. No dia 25 de janeiro deste ano, a Jovem Pan lançou a campanha “O Brasil não pode mais esperar”, em apoio às reformas estruturais necessárias para o país. A página reúne depoimentos de empresários, lideranças e autoridades em favor das reformas.

Reforma administrativa

A pesquisa encomendada pela Jovem Pan também mostra que a reforma administrativa é aprovada por 51,6%, rejeitada por 19,6% e outros 28,8% não souberam opinar. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afirmou que os deputados devem começar a tratar nesta semana ainda da admissibilidade da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Assim como no caso da reforma tributária, a proposta que altera as regras para os futuros servidores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios tem maior aprovação entre pessoas de 36 a 65 anos (56,1%) e de 26 a 35 anos (52,7%). No recorte por renda, a maior aprovação à reforma administrativa ocorre entre quem recebe mais de R$ 15 mil por mês, seguido por aqueles com vencimentos entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais. A menor taxa de aprovação se dá entre quem recebe, no máximo, um salário mínimo (R$ 1.045). O levantamento contou com 1.641 entrevistas, em todo o país, realizadas entre os dias 11 e 12 de março. A margem de erro é de 2,43% e o nível de confiança, de 95%.

Fonte: Jovem Pan

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