Guedes sobre reforma administrativa: “Quem tem poder, define salários”

Em meio a debate do pagamento de outra rodada do auxílio emergencial, ministro condicionou socorro à aprovação de mudanças no funcionalismo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que as reformas administrativa e tributária e a aplicação da vacina contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, são as alternativas para livrarem o Brasil de se tornar a Argentina ou a Venezuela.

A crítica aos países vizinhos e a defesa à agenda reformista ocorreu em entrevista ao podcast Primocast, publicado nesta terça-feira (2/3).

Em meio ao debate do pagamento de mais uma rodada do auxílio emergencial, Guedes condicionou o socorro à aprovação da reforma administrativa.

Entre as mudanças, está o corte de benefícios e vantagens, além de mudanças no regime de contratação. Licenças, aumentos e férias superiores a 30 dias serão dificultados ou até mesmo extintos. Após concurso público, só os mais bem avaliados serão efetivados.

“Quem tem poder, define quanto ganha. Quem legisla tá aqui, legisla seus próprios salários, suas aposentadorias”, reclama o ministro.

Ele acrescentou. “Um jovem que fizesse um concurso público há três, quatro ou cinco anos, no primeiro emprego dele, para a mesma função, um jovem que acabou de se formar na universidade e passou num concurso público e o outro foi para iniciativa privada, um ganharia cinco ou seis vezes mais que o outro”, exemplificou.

Guedes pede a aprovação da reforma para que “seja mudada a regra do jogo”. Na defesa, o ministro ressaltou a tendência reformista do governo e o apoio do Congresso a essas pautas.

“Com a nossa reforma administrativa atacamos isso para que não só por que se fez um concurso, [o servidor] terá estabilidade pro resto da vida, salário maior o que de todo mundo”, salientou.

O chefe das finanças afirmou que entre as dificuldades do governo federal é arcar com salários e aposentadorias altos.

A entrevista de Guedes ao podcast ocorreu na última sexta-feira (26/2) e não estava na agenda oficial do ministro. Somente na segunda-feira (1º/3), após a divulgação da conversa, é que a equipe de comunicação do Ministério da Economia atualizou agenda.

Fonte: Metrópoles

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