Precisamos de reforma tributária e combater à sonegação, aponta Regran

Considerada como uma das principais pautas do Congresso Nacional para 2021, a reforma tributária é acompanhada de perto pelos mais diversos setores, mas não é considerada como a bala de prata para resolver parte dos problemas econômicos no Brasil. Ao RDtv, na edição desta quarta-feira (10/2), o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR (Regran), Wagner de Souza, considera que o combate à sonegação de impostos e o entendimento entre os governos estaduais e federal podem ser caminhos para melhorar o cenário econômico.

Segundo Wagner, só no setor de combustíveis foram sonegados R$ 7 bilhões em impostos. Entre as possíveis causas deste problema está a não unificação da alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos estados e a má-fé de algumas pessoas que acabam se utilizando de dribles na legislação para aumentar os seus lucros ao vender o produto por um preço mais em conta para o consumidor.

“É necessário ter uma reforma tributária, mas caso não haja uma reforma administrativa, um entendimento entre os estados e a União, e maior fiscalização sobre essa sonegação o problema seguirá. Acho que temos um espaço para realizar esse debate, só não podemos fazer isso de forma apressada. Falam em oito meses para o projeto, acho que é um tempo curto, temos que fazer um estudo grande para que isso dê certo”, opinou o sindicalista.

Ainda com o conhecimento público baixo, o Ministério da Economia e o Congresso Nacional ainda batem cabeça sobre a futura reforma, principalmente com o forte debate sobre a criação de novos impostos e até mesmo com possível prejuízo para estados e municípios. “Independente do modelo que será adotado nessa reforma os municípios produtores vão sofrer com uma redução da arrecadação. Por isso que utilizamos do Consórcio Intermunicipal Grande ABC para que esse debate ocorra sem que haja esses prejuízos”, explicou o secretário da Fazenda de São Caetano, Jefferson da Costa, ao RDtv.

Uma das preocupações do setor de combustíveis é o cenário de caça às bruxas para saber quem são os responsáveis pela alta dos preços. Em nota de esclarecimento, um grupo de entidades relatou que o percentual do preço por litro que ficam com os postos é de 9,8%. Os impostos compõem 44% do preço da gasolina, 27% do diesel e 24% do etanol, ou seja, a maior parte do que o consumidor paga na bomba vai para o Poder Público e não para as mãos dos empresários.

Pandemia

Outra preocupação do setor é a prorrogação da pandemia do novo coronavírus. Em quase um ano de quarentena a região já perdeu 10% dos cerca de 4 mil postos de trabalho. Muitos empresários tentam apostar na venda dos mais diversos produtos em suas lojas de conveniência. “Conheço postos que estão vendendo até arroz e feijão, outros aumentando espaços para venda de bebidas e refrigerantes. Todos estão tentando se modernizar”, concluiu Wagner.

Fonte: Repórter Diário

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