O presidente da República, Michel Temer, abriu seu discurso, durante reunião com a comissão da reforma

O presidente da República, Michel Temer, abriu seu discurso, durante reunião com a comissão da reforma da previdência no Planalto, para defender a necessidade de mudanças no benefício e alertou que, caso não haja a reforma, os programas sociais do governo podem ser prejudicados. Segundo Temer, a reforma da previdência não é só para aqueles que vão se aposentar, mas representa a sustentabilidade e a tranquilidade dos trabalhadores. “Se houver desestruturação econômica da União, isso vai representar problemas para outros programas”, afirmou, citando o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Bolsa Família.

Temer disse ainda que era preciso combater “dados equivocados e não verdadeiros”, pois eles prejudicam “a percepção daqueles que querem discutir a previdência”. “Dizem agora que estão exigindo 49 anos para você se aposentar; não é bem isso. Se fizer 25 anos de contribuição e 65 anos de idade, você parte de 76% da aposentadoria. Se começou com 20 anos e contribuiu 45 anos, tem 96% da aposentadoria”, comentou.

 

Em sua fala, Temer destacou o sucesso da aprovação de matéria no Congresso Nacional, disse que a PEC do teto, que limita os gastos públicos, é “algo inédito e que teve uma aprovação muito significativa”. Além disso, destacou, a medida “teve fortíssima repercussão na retomada da confiança”.

 

Ações do governo
Ao listar as ações do governo, o presidente destacou também a aprovação da reforma do ensino médio e disse que “outras tantas matérias de difícil aprovação, ou que estavam paralisadas, foram prontamente aprovadas”. Temer citou ainda a valorização das estatais como a Petrobras na Bolsa de Valores e reforçou o discurso de que o seu governo “evidentemente passa a ser um governo tido como reformista”. “O que mais desejamos é, ao longo desses dois anos e pouco, deixar o país inteiramente reformulado”.

O presidente destacou as suas reformas, citou a modernização da legislação trabalhista e lembrou que a Constituição já prevê o reconhecimento das convenções e acordos coletivos do trabalho. Segundo ele, a proposta trabalhista enviada ao Congresso resultou de uma “concordância entre empregados e empregadores”. “O que também é bastante inédito e revela um governo de bastante conversa, do diálogo”, afirmou, reiterando que acredita que a reforma trabalhista será aprovada “razoavelmente fácil”.

Presente na reunião, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governo “tem seu total apoio para debater e avançar a reforma da previdência”. “Os brasileiros sabem que, sem reequilíbrio das contas públicas, nosso futuro está colocado e colocado de uma forma negativa”.

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