Reforma tributária e corte nas regulações 'farão a diferença' nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou as ações.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou as ações de seu governo no campo econômico e disse que a reforma tributária aliada aos cortes nas regulações "farão a diferença" na economia americana, o que deve impulsionar ainda mais o crescimento econômico do país.

De acordo com Trump, "ninguém nunca fez o que eu estou fazendo ao cortar as regulações desnecessárias".Em entrevista à rede de TV britânica ITV, Trump comentou que teve uma campanha bastante positiva e que sua vitória foi bastante convincente. Ele aproveitou o espaço para falar sobre o livro lançado recentemente, onde o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, Steve Bannon, comentou que Trump ficou assustado ao vencer as eleições. O presidente disse que a história é falsa e que "tive grandes plateias principalmente no fim da campanha. Estou dizendo a você: eu realmente achava que iria ganhar essa eleição e, se não ganhasse, eu ficaria bastante desapontado". Em relação à sua forma de comunicação, Trump disse que, sem o Twitter, não conseguiria se defender das notícias falsas a seu respeito.

De acordo com Trump, muitas das coisas de sua plataforma de campanha estão se tornando realidade. Como exemplo, ele cita os investimentos prometidos pela Apple no país e a nova fábrica da Fiat Chrysler nos EUA, após anunciar o fechamento de uma planta no México. De acordo com o presidente, "muito da boa forma da economia mundial se deve à boa performance da economia americana".

Questões sociais também foram tratadas durante a entrevista. Trump disse que não se considera feminista, mas afirmou ser um presidente que defende a todos. Questionado sobre políticas par as mulheres, o republicano comentou que suas políticas de segurança, principalmente em relação às Forças Armadas, são positivas para as mulheres. Além disso, Trump disse que sente amor por todas as pessoas e que "os muçulmanos me adoram porque eu dou segurança a eles". No entanto, ressaltou que, "se existe alguém mau, precisamos fazer alguma coisa".

Outro assunto tratado durante a entrevista foi o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. Trump voltou a dizer que o pacto é "um acordo terrível para os EUA" e que teria que ser completamente diferente para que Washington voltasse a endossar o pacto. "Se alguém dissesse: 'volte para o Acordo de Paris', ele teria de estar com termos completamente diferentes, porque tivemos um acordo horrível", disse Trump. "Eu iria voltar? Sim, eu voltaria. Eu gosto de Emmanuel [Macron, presidente da França]. Eu adoraria, mas tem que ser um bom negócio para os EUA", acrescentou.

Relações com o Reino Unido

"Tenho uma excelente relação com [a primeira-ministra do Reino Unido] Theresa May", afirmou Trump à ITV. O presidente disse acreditar ser bastante popular em solo britânico e comentou que tem um grande apoio. Quando questionado sobre o posicionamento do líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, que afirmou não querer Trump no Reino Unido, o presidente americano disse que não conhece Corbyn e afirmou que "se vocês não me quiserem aqui, tudo bem. Posso ficar em casa".

Trump disse, ainda, que tem um grande respeito por May, mas ressaltou que negociaria o Brexit com a União Europeia de forma diferente. Ele afirmou ter diversos problemas com o bloco, como os impostos muito baixos, e apontou que "a UE tem tratado os EUA de forma bastante injusta em relação ao comércio".

O presidente também disse que o Príncipe Harry e a atriz americana Meghan Markle parecem um "casal adorável", mas não sabe se foi convidado para o casamento marcado para 19 de maio no Castelo de Windsor. Trump não se incomodou quando foi lembrado de que Markle apoiou sua rival, a democrata Hillary Clinton, na eleição de 2016, e que, na época, descreveu o republicano como "misógino e desagregador". "Bem, eu ainda espero que eles sejam felizes", disse Trump.

Fonte: O Povo Online

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